quinta-feira, 5 de maio de 2011

Episódio 2# - parte 8

 Estou saindo da entendiante aula de sociologia para ir almoçar com meu pai, não sei onde anda meu segurança quero que ele leve minha bolsa, o livro de física parece uma bíblia. E ainda vou de a pé, vale mais a pena do que gastar gasolina são só 5 quadras daqui até o restaurante.
 - Barbara onde vai? - chegou Edward por trás de mim.
 - Eu vou no restaurante almoçar com papai, porque? - respondi.
 - Mas não tem nenhum restaurante aqui perto.
 - Tem sim.
 - Qual?
 - Palla de la Mama, da mãe da Lauren.
 - Sei, mas não é perto. Poxa, são cinco intermináveis quadras. Deixa eu te levar?
 - Não, eu vou a pé mesmo.
 - Deixa eu te acompanhar então. Não quero minha namorada andando sozinha por aí.
 - Certo.
 - Dá tua mochila.
 - Não precisa insistir. - eu disse normal, mas ele deu risada e eu ri junto.
 Fomos abraçados juntos falando coisinhas fofinhas. O caminho incrivelmente pareceu tão mais curto. Quando chegamos pertinho do restaurante, eu tive que dizer:
 - Amor, agora eu tenho que ir sozinha. Dá minha bolsa.
 - Mas porque? - ele respondeu.
 - Papai pode estar me esperando do lado de fora, anda logo, quero ficar mais tempo com ele. É o único dia útil que eu almoço com ele. Ele é bombeiro ele só dorme em casa, mas chega muito tarde eu já estou dormindo, dai as vezes ele vem me trazer na escola, fim de semana ele é liberado.
 - Está bem. Você vai falar de mim para ele?
 - Depende do rumo da conversa.
 - Então está bem - disse ele, eu peguei a bolsa coloquei em um ombro só e dei um beijo nele.
 Fui em direção ao restaurante, mas de costas olhando nos olhos do Edward. Mandei um beijo, virei, arrumei a bolsa e fui, quando virei a esquina continuei sentindo o cheiro de Edward, não sei se era porque eu beijei ele ou porque ele estava me seguindo, eu acreditava na hipótese de ele estar me seguindo, ele disse que sentia que algo mandava ele cuidar de mim, que eu era frágil e corria perigo de vida, ele não estava errado...
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 O adolescente - tinha corpo mas não tinha ares de humano, depois de matar meus pais disse que eu seria a próxima a morrer não disse porque ou para que, foi isso que levou-me a tentativa de suicídio. Lá pelos meus frágeis 6 aninhos de vida eu estava em meu quarto brincando inocentemente, quando ele lembrou da sua promessa e entrou pela janela do meu quarto, como se fosse um bicho que só eu podia ver. Ele me machucou muito, fez coisas horríveis, me deixou em coma por 2 meses, mas não era minha hora ainda eu sobrevivi, ele achou que eu tinha morrido e desde de então eu tenho medo, de que ele tenha notícias de que estou viva e resolva voltar.
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