sexta-feira, 1 de abril de 2011

Episódio 1#

Inventei na minha cabeça, esses tempos aí..
Inspirado em algo tal cujo não lembro o que era.

"Meu nome é Barbara, tenho 14 anos, é meu primeiro dia de aula neste colégio, bom eu vim da América do Norte, mais especificamente, Estados Unidos, apesar de nascida na França. Eu não conheço ninguém aqui, já vim aqui para o Brasil quando tinha 9 anos, mas faz algum tempo já.
Estou com medo de como as pessoas irão me aceitar, por eu estar fazendo uma espécie de 'intercâmbio' aqui, a família da minha mãe e do meu pai mora para cá - a minha história é muito complexa, mas vocês talvez ainda vão conhecer-la. Estou morando em uma mansão, perto do colégio onde vou estudar, posso ir andando, mas estou indo de carro com meu pai, ele vai trabalhar e me deixa no colégio.
Meu pai estacionou o carro, estou gelada, dei tchau para o meu pai e sai do carro. Fui para a diretoria para saber quais eram minhas aulas agora e para que sala eu iria. Eu não conheço o colégio e ele é grande demais então a diretora vai mostrar ele para mim, não hoje!
Primeira aula, biologia, duas de bio. A aula vai começar, está um calor imenso estou com uma regata branca e um colete azul, uma calça jeans simples e bem justa, preta. Estou à porta da sala enquanto a diretora fala com o professor. Ela diz:
- A Barbara chegou, ela está ali fora esperando - aponta para mim - Venha Barbara entre.
Estou entrando na sala, o ventilador levanta meus lisos cabelos loiros, todos os alunos estão olhando para mim, menos um. O professor me cumprimenta e pede que eu sente exatamente ao lado desse garoto que não está me olhando. Ele está encarando a apostila e pausadamente infla as narinas, ele tem a pele tão clara quanto a minha - a minha é tão clara quanto neve, mas a dele é mais diferente. Estou ficando meio tonta, o cheiro dele está provocando meu nariz, não sei se isso é bom.
A diretora já saiu da sala e o professor começou com a matéria, não consigo me concentrar com esse aluno ao meu lado. Quando termina as duas, saio 'fuzilando' todo mundo direto para a diretoria. E digo:
- Perdão! Não tem como à senhora me mudar de sala? - com um olhar penetrante e uma voz doce.
- Não tem nenhuma outra aula neste horário querida - ela me responde - terá que ficar, mas porque quer mudar?
Neste exato momento o garoto estranho entra na sala, o cheiro dele volta a me atormentar. Esqueço completamente da pergunta e saio da sala.

Termino de escrever amanhã..  Beleza?

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