sexta-feira, 6 de maio de 2011

Episódio 2# - Parte 9

 Papai está me esperando na recepção.
 - Oi papai. - eu disse-lhe depois dei um abraço e um beijo nele.
 - Oi querida - ele respondeu, retribuiu meu abraço e me deu um beijo na testa, eu sou muito pequenininha e ele é alto.
 - Já escolheu a mesa?
 - Não, deixei para você escolher, com certeza você vai escolher o melhor lugar.
 -Ai pai, não precisa disso. Tu ficaste aqui em pé esperando-me quanto tempo? - as vezes tenho ataque de falar tu e de falar um português mais Portugal e menos Tupi.
 - Não importa, eu estou sendo bem recompensado, então da-me tua bolsa, ela parece pesada. - eu dei, sem problema algum.
 - Vamos ali, naquela mesa.
 Uma mesa perto da janela, para quatro pessoas - antes sobre do que falte, uma vista linda, tinha um arvoredo lindo e várias casas. Sentamos ali, papai adorou a mesa, pedimos bolinho de arroz com mortadela defumada uma coisa típica do Brasil, porque queremos provar coisas diferentes. Estava até bom, mas se fosse de peito de peru sadia (risos). O papo estava ótimo, mas ficou um pouco mais sério quando ele perguntou da escola.
 - Então, como está a escola? Muitos amigos já?
 - Está bem, aliás, eles estão bem atrasados tudo que eles estão vendo eu já vi ano passado.
 - E os amigos? Eles estão sendo legais com você?
 - Estão sim, eles são bem hospitaleiros. - eu vou falar só hoje a noite em casa, não quero que isso cause qualquer constrangimento aqui no restaurante.
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 - Olá, Boa tarde ! - chegou uma garçonete super simpática - Vocês podem mudar para aquela mesa de dois? É que o restaurante está cheio, tem 3 pessoas ali, não tem onde elas sentarem e vocês estão em dois.
 - Não se preocupe já estamos saindo, a senhora pode trazer a conta? - respondeu meu pai.
 - Papai, depois você vai me levar na escola? Eu vou ter aula a tarde hoje. - perguntei fugindo do assunto.
 - Claro que sim - respondeu a garçonete retirando-se.
 - Lógico, não fui te buscar porque sai tarde. - respondeu papai.
 - Não, nem precisava ir me buscar. - você iria me matar se tivesse ido e visto o que eu fiz. - papai, hoje o senhor volta cedo?
 - Não sei, meu trabalho é imprevisível querida, mas se for importante... diga-me o que é.
 - Não é nada demais, é porque meu dinheiro está todo em dólares dai só posso usar o cartão - eu tenho um cartão platina, haha eu sou demais meu "tio" que me deu. Tio entre aspas porque eu considero ele tio, na verdade é só um mega amigo. A verdade eu vou dizer só de noite.
 - A sim, hoje eu passo no banco e pego dinheiro para trocar com você.
 - Não pai nem se encomode, meu cartão passa em quase todas as lojas e nas que não passa tem outras para compensar.
 - Aqui está a conta é só pagar ali no caixa, desculpe qualquer coisa. Deseja que eu os acompanhe? - voltou a garçonete.
 - Meu Deus. - dissemos papai e eu juntos quando vimos a conta.
 - Não necessita, pode ir atender os outros clientes. - disse papai.
 - Como a comida aqui é barata, dois almoços deu R$ 15, o que seriam € 6,48 nunca que agente iria pagar isso na França. Por isso que o povo come bem aqui, aliás a comida é ótima. Você gostou amor?
 - Gostei sim pai, estava ótimo. - respondi.
 Papai pagou a conta, fomos para o estacionamento papai tem um fox preto, papai gosta de carros mais populares eu prefiro os extravagantes. Não falamos muito durante a viagem dele ir me levar na escola. Dei tchau para ele e entrei no colégio.
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