terça-feira, 17 de maio de 2011

Episódio 2# - Parte 14

 A escola se aproxima eu estou trêmula, as minhas mãos suam frio, realmente tenho que pensar nisso 'o que vou dizer para o Edward?' acredito que ele entendera de qualquer forma que eu diga, mas eu tenho que pensar na que doerá menos. Tenho que ser direto, não consigo enrolar as pessoas, pronto. Estamos aqui na frente da escola, não quero sair do carro, não quero enfrentar, mas eu vou.
 Segurança da escola abriu a porta para mim, pegou minha bolsa, deixou que eu saísse e devolveu-me a bolsa. Vida dura essa, mas a alegria chegou assim que entrei na escola Edward veio me abraçar, por aquele instante eu parei de pensar que breve teria de deixá-lo ou poderia faze-lo ir comigo, o que seria imensamente difícil.
 Fiquei ali abraçada com ele, dei-lhe um beijo bem demorado, depois voltei a me envolver em seus braços, mas enfim...
 - Edward, tenho de contar-lhe uma coisa - disse a ele.
 - Diga, amor. - ele respondeu com uma voz tão doce que me partia cada vez mais.
 - Ontem eu contei para meu pai sobre nosso namoro. - disse a ele.
 - E o que foi que ele disse?
 - Não aceitou, amanhã eu volto para França - já sentia lágrimas em meu rosto e via e expressão nada apreensiva na face dele.
 - Como é? - retrucou ele me tirando de seus braços.
 - Meu pai não aceitou o namoro de jeito nenhum, nem você sendo filho do Dr. Karlio a pessoa que ele mais confia. - eu já não podia conter as lágrimas nesse momento e minha voz era engasgada - Ele falou que hoje mesmo eu irei para a França.
 - Mentira, você queria era que eu contasse o segredo de minha família a você...
 - Mas eu já...
 - Deixa eu falar! - Ele estava muito nervoso, falava com muito ódio, ódio de um coração partido, mas sussurrava cada vez mais baixo. - Sua traidora, Emmett estava certo, eu não devia ter te contado nada.
 Sem me dar chances ele saiu do colégio com performance de quem não pretendia voltar tão cedo, estou totalmente sem reação,aqui parada, no meio do pátio, sozinha, chorando e totalmente detonada.
 Minhas pernas tomaram uma decisão por mim, afinal, eu estou inconsciente, elas sairam correndo em direção a cortina arbórea, levou-me ao princípio de tudo, onde fora o primeiro beijo. Aquele lugar estava me trazendo lembranças de coisas que pareciam tão remotas depois de ele ter me dito aquilo.
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